segunda-feira, 14 de julho de 2008

O tempo beijou meu rosto com sua lingua de areia
Cego e bêbado cambaleou entre os telhados vizinhos e se foi
levando todos os ponteiros de relógio e todos os dias
colados num calendário velho com números sem sentido.

Sou eu sentado olhando para o céu que nunca acaba
só troca de cores devagar... e é tão bonito
Tão triste e solitário.

Como Deus que não recebe visitas
que não toma vinho com os amigos
que de saudades chora baixinho no cair da noite.
Estrelas cadentes em sonhos cheios de nuvens e tédio.

E o tempo levou as pessoas e as coisas se quebraram
E as ruas ficaram desertas, soprando silêncio e folhas secas.