segunda-feira, 14 de julho de 2008

O tempo beijou meu rosto com sua lingua de areia
Cego e bêbado cambaleou entre os telhados vizinhos e se foi
levando todos os ponteiros de relógio e todos os dias
colados num calendário velho com números sem sentido.

Sou eu sentado olhando para o céu que nunca acaba
só troca de cores devagar... e é tão bonito
Tão triste e solitário.

Como Deus que não recebe visitas
que não toma vinho com os amigos
que de saudades chora baixinho no cair da noite.
Estrelas cadentes em sonhos cheios de nuvens e tédio.

E o tempo levou as pessoas e as coisas se quebraram
E as ruas ficaram desertas, soprando silêncio e folhas secas.

2 comentários:

Unknown disse...

Além de desenhista, o Rob é poeta também!
Gostei!
Um beijo,
a cura

Anônimo disse...

Oi amigo!! Saudade de vc! o que dizer das tuas linhas?? Bom, qualquer coisa dita após uma poesia sempre será em vão (então, o que faço eu aqui?rs) É só pra saber que deixo meu olhar, tocado pelo que escreves...
Um abraço apertado!