quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Rua, Chuva e Cães Vadios (ou dezembro de 2003)

meus pensamentos se chocam contra o chão ao amanhecer
como a chuva, daquelas que matam gente e afogam cachorros
minhas penas são almas de cachorros mortos
e se você pudesse olhar dentro dos meus ossos amarelos
se pudesse cheirar a paisagem presa em meus cabelos
você poderia ser a poeira que queima meus olhos

e tudo que cresce ao vento é minha alma de idiota
e desbota as roupas nos varais
e se junta ao nada que todo dia cospe em sua rua

eu sei oque eu quero
eu sei oque eu sou
eu sei como eu acabo

eu acabo na sarjeta em frente ao bar
e espero chover pra ser o céu
refletido em mim num dia sem vento.

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